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Protocolos

Protocolos de dobras cutâneas, explicados por inteiro

Pollock 3, Pollock 7, Faulkner e Guedes estão implementados no Body Metric com as dobras, as faixas etárias e as equações de cada um. Esta página mostra o que cada protocolo pede e o que ele devolve.

Como o cálculo anda

Da dobra em milímetros até a palavra que o aluno entende

Todo protocolo percorre o mesmo caminho. Saber onde cada etapa entra é o que permite escolher bem, e explicar a escolha ao aluno.

  1. 01

    As dobras somam

    Cada protocolo pede um conjunto próprio de dobras, em milímetros. A soma delas é o que entra na equação. Faltando qualquer dobra exigida, o sistema recusa o cálculo em vez de tratar a ausência como zero.

  2. 02

    A soma vira densidade corporal

    Pollock 3, Pollock 7 e Guedes convertem a soma das dobras e a idade do avaliado em densidade corporal, em g/mL. Faulkner pula esta etapa.

  3. 03

    A densidade vira percentual de gordura

    É aqui que entram Siri e Brozek. As duas equações traduzem a mesma densidade em percentuais ligeiramente diferentes, e a escolha fica registrada na avaliação.

  4. 04

    O percentual vira classificação

    O percentual é comparado às tabelas de referência para o sexo e a faixa etária do avaliado, e devolve a classificação em palavra, não só em número.

Os quatro protocolos

O que cada um pede e em que amostra foi validado

Fora da faixa etária de validação o cálculo acontece do mesmo jeito, acompanhado de um aviso. A decisão de usar continua sendo sua.

Pollock 7 dobras

O mais completo dos quatro. Sete pontos espalhados por tronco, braço e perna, o que dilui o peso de um erro isolado de pinçamento sobre o resultado final.

Dobras exigidas

  • Peitoral
  • Axilar média
  • Tríceps
  • Subescapular
  • Abdominal
  • Supra-ilíaca
  • Coxa
Faixa no homem
18 a 61 anos
Faixa na mulher
18 a 55 anos
Devolve
Densidade corporal
Origem
Jackson e Pollock (1978); Jackson, Pollock e Ward (1980)

Pollock 3 dobras

A versão reduzida das mesmas amostras de validação. Três pontos, com escolha diferente por sexo, e é o caminho mais rápido quando o tempo de atendimento é curto.

Dobras no homem

  • Peitoral
  • Abdominal
  • Coxa

Dobras na mulher

  • Tríceps
  • Supra-ilíaca
  • Coxa
Faixa no homem
18 a 61 anos
Faixa na mulher
18 a 55 anos
Devolve
Densidade corporal
Origem
Jackson e Pollock (1978); Jackson, Pollock e Ward (1980)

Guedes

Validado em universitários brasileiros, o que o torna a escolha natural para público jovem daqui. A faixa etária de validação é a mais estreita das quatro.

Dobras no homem

  • Tríceps
  • Supra-ilíaca
  • Abdominal

Dobras na mulher

  • Subescapular
  • Supra-ilíaca
  • Coxa
Faixa no homem
18 a 30 anos
Faixa na mulher
18 a 30 anos
Devolve
Densidade corporal
Origem
Guedes, em amostra de universitários brasileiros

Faulkner

O único que não passa por densidade corporal: as quatro dobras viram percentual de gordura direto. Por isso a escolha entre Siri e Brozek não se aplica a ele.

Dobras exigidas

  • Tríceps
  • Subescapular
  • Supra-ilíaca
  • Abdominal
Faixa no homem
18 a 60 anos
Faixa na mulher
18 a 60 anos
Devolve
Percentual de gordura
Origem
Faulkner, em amostra original de nadadores adultos

Siri e Brozek

Duas formas de transformar densidade em percentual de gordura

Vale para Pollock 3, Pollock 7 e Guedes. Faulkner não passa por densidade corporal, então para ele a escolha não existe.

Siri

%G = (495 / Dc) − 450

É a escolha padrão do Body Metric. Assume uma densidade fixa para massa magra e massa gorda, hipótese que vale bem para a maior parte da população adulta.

Brozek

%G = (457 / Dc) − 414,2

Parte do chamado corpo de referência e costuma devolver valores um pouco diferentes nos extremos da faixa de gordura. Continua disponível para quem já trabalha com ela.

A equação usada fica gravada junto da avaliação. Trocar de equação vale da próxima avaliação em diante e não reescreve nenhum resultado já calculado.

Índices

O que sai da fita métrica e da balança

Três índices que não dependem de dobra nenhuma, entram em toda avaliação e saem com a sua classificação.

IMC

peso (kg) ÷ altura (m)²

Entra no relatório porque é a linguagem comum entre o aluno e o médico dele, e sai acompanhado do percentual de gordura justamente porque sozinho não distingue músculo de gordura.

Relação cintura/quadril

cintura (cm) ÷ quadril (cm)

Lê a distribuição da gordura, não a quantidade. Depende dos dois perímetros: sem qualquer um deles, o campo fica vazio em vez de inventar um número.

Relação cintura/estatura

cintura (cm) ÷ altura (cm)

Ponto de corte único, igual para todo sexo e toda idade: risco aumentado a partir de 0,50. É o índice mais simples de explicar para o aluno.

Cardiorrespiratório

Frequência cardíaca, zonas de treino e VO₂máx

A avaliação não termina na composição corporal. O que você mediu de capacidade aeróbia entra no mesmo relatório.

Frequência cardíaca máxima, por Tanaka
FCmax = 208 − (0,7 × idade). O Body Metric não implementa o antigo 220 − idade: a fórmula de Tanaka tem menos viés em adultos mais velhos, que é exatamente onde a prescrição erra mais caro.
Zonas de treino, por Karvonen
As cinco faixas de intensidade saem da frequência de reserva, ou seja, da diferença entre a máxima e a de repouso. Exige a frequência de repouso medida no dia.
VO₂máx pelo teste de Cooper
Doze minutos de corrida, e a distância percorrida vira consumo máximo de oxigênio. É o teste de campo mais conhecido e o que menos exige equipamento.
VO₂máx pelo teste de Rockport
Uma milha caminhada, cronometrada, com a frequência cardíaca do fim. Serve a quem não corre, que é a maior parte de quem chega para a primeira avaliação.
VO₂máx pelo Banco de Queens College
Três minutos de degrau e a frequência de recuperação. Cabe numa sala pequena e dispensa pista, o que o torna o mais prático dos três.

Tabelas de referência

Classificação com versão, e sem recálculo pelas costas

Percentual de gordura, IMC, relação cintura/quadril, VO₂máx e pressão arterial são classificados contra tabelas de referência versionadas.

Cada avaliação guarda qual versão de tabela valia no dia em que foi feita. Quando uma referência é atualizada, a versão nova passa a valer para as avaliações seguintes, e nenhuma avaliação antiga é recalculada sozinha. É o que permite comparar a avaliação de março com a de setembro sem descobrir que março mudou no caminho.

O mesmo vale para a escolha de protocolo e de equação: as duas ficam registradas no resultado, e o relatório mostra qual foi usada.

Perguntas

Dúvidas frequentes sobre os protocolos

Qual protocolo de dobras cutâneas devo escolher?

Depende do avaliado e do tempo que você tem. Pollock 7 é o mais completo e dilui melhor um erro de pinçamento. Pollock 3 usa as mesmas amostras de validação com menos pontos. Guedes foi validado em universitários brasileiros e serve bem a público jovem daqui. Faulkner é o mais rápido e devolve o percentual direto. O importante é manter o mesmo protocolo entre avaliações do mesmo aluno.

Qual a diferença entre a equação de Siri e a de Brozek?

As duas convertem densidade corporal em percentual de gordura, e partem de hipóteses diferentes sobre a densidade da massa magra. Siri é o padrão do Body Metric e a escolha mais comum na literatura. Brozek parte do corpo de referência e costuma divergir um pouco nos extremos da faixa de gordura. Nenhuma das duas se aplica ao protocolo de Faulkner, que não passa por densidade.

Posso avaliar alguém fora da faixa etária de validação do protocolo?

Pode, e o cálculo acontece normalmente. O que muda é que o resultado vem acompanhado de um aviso de que o avaliado está fora da faixa em que aquela equação foi validada. A decisão de usar mesmo assim continua sendo sua, como profissional.

Posso trocar de protocolo no meio do acompanhamento?

Pode, mas evite. Protocolos diferentes têm erros próprios, e a diferença entre dois protocolos pode ser maior que a evolução real do aluno em alguns meses. Se trocar, a troca vale da próxima avaliação em diante: as anteriores mantêm o protocolo e o resultado que já tinham.

As tabelas de classificação mudam com o tempo?

Podem mudar, e por isso cada avaliação guarda a versão da tabela usada no dia em que foi feita. Quando uma referência é atualizada, a versão nova vale para as avaliações seguintes, e nenhuma avaliação antiga é recalculada sozinha.

A avaliação por dobras cutâneas substitui um exame?

Não. Protocolos de dobras são estimativas estatísticas, com erro próprio de cada equação, e servem para acompanhar a evolução de uma mesma pessoa ao longo do tempo. Não são diagnóstico e não substituem avaliação clínica.

O Body Metric não é dispositivo médico e não emite diagnóstico. Os protocolos são estimativas estatísticas: apoiam a sua decisão profissional, não a substituem.

O cálculo já está pronto. Falta a sua medida.

Você escolhe o protocolo no primeiro passo do lançamento, e o resultado sai junto com a classificação. Nenhuma fórmula para digitar.